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Falando em Saúde

Você sabia que no Brasil, 3% das crianças que nascem com vida, têm anomalias congênitas e que pelo menos 15% da população têm deficiência mental (aproximadamente 24 milhões de pessoas)?

No dia 21/01 foi publicada uma portaria em que o SUS passará a oferecer conselho genético “a todas as pessoas e famílias com risco de desenvolver doenças geneticamente determinadas ou anomalias congênitas”, como parte da Política de Atenção Integral em Genética Clínica.

Três grupos de pacientes terão acesso ao procedimento:

1) anomalias genéticas (palato fendido, defeitos do tubo neural, pé torto, luxação no quadril e amputação parcial);

2) erros inatos do metabolismo, como intolerância a lactose e alterações na produção de enzimas, como fenilcetonúria (doença em que o paciente não metaboliza o aminoácido fenilalanina e que pode provocar retardo mental);

3) deficiências mentais (Síndrome de Down).

O aconselhamento será importante, pelo menos nos lugares onde realmente funcionar, pois segundo dados da Agência de Saúde, “nos países em desenvolvimento, entre 15% e 25% das mortes no período perinatal e na infância estão relacionadas às doenças genéticas. Na escala das causas de mortalidade infantil no Brasil, elas passaram de quinto lugar para segundo, nos últimos 25 anos.”

Você sabia que pacientes com HIV têm direito a cirurgias reparadoras através do SUS – Sistema Único de Saúde?

Em 1996 foi introduzido no SUS o tratamento antirretroviral de alta, o que gerou um aumento da expectativa de vida dos pacientes, porém o uso dos medicamentos causam em alguns pacientes a Síndrome Lipodistrófica, alterações anatômicas e metabólicas que ocorrem da redistribuição da gordura corporal, podendo ocorrer perda (lipoatrofia) ou acúmulo (lipohipertrofia).

No dia 23/01, segundo a Agência de Saúde, três portarias foram aprovadas que “regulamentam, credenciam unidades de saúde e alteram o valor do procedimento referente às cirurgias reparadoras para pacientes usuários de antirretrovirais e portadores da síndrome lipodistrófica”, com isso 15 novas unidades de saúde foram habilitadas para realizar os procedimentos reparadores, com “preenchimento facial nos ambulatórios especializados, além do aumento no valor de tabela do procedimento de reconstituição glútea em 20% e a utilização do polimetilmetacrilato (PMMA).”

A Agência de Saúde ainda informa que atualmente, cerca de 185 mil pacientes fazem uso de antirretrovirais e que apenas 5% necessitam desse tipo específico de tratamento.

Você sabe o que é hanseníase?

Hanseníase é uma das doenças mais antigas existentes, com referências datando do ano 600AC, sendo consideradas o berço da doença a Ásia e a África.

A doença é “causada peloMycobacterium leprae, que provoca manchas esbranquiçadas e avermelhadas no corpo.”Tem cura, se detectada e tratada precocemente, caso contrário pode causar incapacidades e deformidades, sintomas que demoram de dois a cinco anos para aparecerem.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2003 e 2007, o número de casos novos caiu 23% no Brasil, e tentando potencializar as ações contra a hanseníase, o Ministério da Saúde lançou no Fórum Mundial da Saúde,que ocorreu no mês de janeiro em Belém (PA), a cartilha “Como ajudar no controle da Hanseníase”, direcionada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

O Ministério tem como meta encaminhar cerca de 200 mil exemplares às Secretarias estaduais de Saúde, que ficam encarregadas de repassar aos municípios, o “material com informações sobre o que deve fazer o agente comunitário ao suspeitar de hanseníase, quais sinais e sintomas devem chamar a atenção e quais orientações ele deve passar ao paciente sobre o tratamento, além da importância de desmistificar a doença e o preconceito em relação aos portadores, destacando que o diagnóstico precoce e o tratamento garantem uma vida com qualidade para as pessoas atingidas pela doença, diminuindo e prevenindo seqüelas, permitindo viver de forma saudável. A publicação ainda destaca os direitos das pessoas com hanseníase e a importância do autocuidado.”

Aos 30&Allguns acho ótimas essas informações, basta saber se no seu município a informação está sendo repassada.

Fonte: AGENCIA SAUDE - www.saude.gov.br

Acelere e queime as gordurinhas

Acelere e queime as gordurinhas
Precisando de um motivo para espantar a preguiça? Leia este post. Um estudo da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, revela que a melhor maneira de queimar as indesejáveis gordurinhas instaladas na barriga e culotes, por exemplo, é aderir a exercícios de alta intensidade. A prática intensa derrete o excesso de gordura subcutâneo e o visceral que envolve órgãos internos, melhorando a composição corporal. Uma motivação a mais: suar a camisa afasta o risco de doenças, como as cardiovasculares. Que tipo de exercício fazer? Corrida, spinning e aulas de ginástica. Para alcançar melhores resultados, alterne com atividades de baixa intensidade, de modo a se exercitar cinco vezes por semana, ensinam especialistas. Atenção sedentários: vocês não devem começar a treinar em ritmo acelerado.

Dente quebrado: O que fazer?

Dente quebrado: O que fazer?
Os dentes dos adultos deveriam durar a vida toda. Mas, com frequência algumas vezes irritantes para as infelizes vítimas, eles se quebram. Quando isto acontece, pode ser possível recolocar a parte quebrada no lugar, caso se mantenha o fragmento úmido e procure rapidamente um dentista. Se o reimplante pode ser executado em menos de meia hora, a polpa possivelmente ainda estará viva, e o resultado será um sucesso. O tecido mais externo pode sobreviver por até 6 horas, permitindo ainda o reimplante com bom resultado. Se quebrar um pedaço do seu dente, faça uma compressa gelada no local para diminuir o inchaço, guarde o fragmento que quebrou e corra para o dentista. Se o dente foi completamente arracado, enxágue-o com água limpa. Se possível, coloque-o de volta no lugar ou sob sua língua. Se não for possível, envolva-o em um pano úmido ou em um copo com leite. Se a gengiva estiver sangrando, comprima-a com um lenço ou um chumaço de gazes. Tente chegar ao dentista em menos de 30 minutos após o acidente.

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• Tire suas dúvidas sobre Aids e HIV

Uso da camisinha é ainda a melhor forma de prevenir a doença

Receber o diagnóstico de Aids há alguns anos era encarado como uma sentença de morte. Atualmente, porém, ela pode ser considerada uma doença de perfil crônico, ou seja, mesmo sem cura, tem tratamento capaz de dar longa vida a pessoa infectada pelo HIV. Abaixo tire as dúvidas mais comuns sobre a doença, de como ela é transmitida, aos tratamentos oferecidos, além de aprender a se prevenir.

O que é Aids?
Aids, na sigla traduzida do inglês, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença se manifesta após a infecção do organismo humano pelo HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, também traduzido da sigla em inglês. A doença não tem cura, mas tem tratamento, de maneira que uma pessoa infectada pode viver com o vírus HIV por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma. Quanto mais cedo a presença do vírus for detectada, mais eficiente poderá ser o tratamento.

O que é HIV?
O Vírus da Imunodeficiência Adquirida é o vírus causador da Aids. Ao entrar no organismo humano, ele se instala nas células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa do corpo. As células mais atingidas pelo HIV são os linfócitos CD4+, justamente aquelas que comandam a resposta específica do corpo diante de agentes como vírus e bactérias.

Como se contrai o vírus?
É possível pegar Aids ao adotar os seguintes comportamentos: sexo vaginal sem camisinha; sexo anal sem camisinha; sexo oral sem camisinha; uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa; transfusão de sangue contaminado; mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez; o parto e a amamentação e instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Existe algum tipo de contato não-sexual que transmite o vírus?
Mesmo o sexo, se for feito com camisinha, não causa o contágio. Outras situações que não transmitem o vírus são: masturbação a dois, desde que não haja troca de sangue, sêmen ou secreção; beijo no rosto ou na boca; suor e lágrima; picada de inseto; aperto de mão ou abraço; uso de talheres e copos comuns; uso do mesmo assento de ônibus, piscina, banheiros, sabonete, toalhas e lençóis; pelo ar.

Existem grupos de risco?
Essa distinção não existe mais. Atualmente, fala-se em comportamento de risco - relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; transfusão de sangue contaminado pelo HIV; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.


NA HORA DO SEXO

Por quanto tempo um portador de HIV sobrevive depois de contrair a doença?
Com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada, que depende de cada pessoa.

Por quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?
Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode ficar inativo rapidamente.

É possível não ser infectado ao fazer sexo desprotegido com um soropositivo?
Em uma relação sexual com parceiro soropositivo sem proteção, nem sempre há transmissão do vírus. Entretanto, como essa possibilidade é alta, recomenda-se o uso do preservativo em todas as relações sexuais com parceiros soropositivos, para se evitar a probabilidade de contrair o vírus. Em caso de exposição à situação de risco, após três meses, deve-se fazer o teste anti-HIV para a dúvida ser esclarecida.

Ao fazer sexo anal sem proteção, há maior risco de contaminação para o casal?
Sexo anal sem camisinha é uma prática considerada de alto risco, sendo que o parceiro passivo é o que corre mais risco. O reto e o ânus são órgãos com intensa irrigação sanguínea e sem lubrificação própria. Por essa razão, o sexo anal é uma fonte de fácil transmissão de doenças por via sanguínea, como hepatite e Aids. É recomendável usar também um gel à base de água, afim de evitar um rompimento do preservativo devido ao atrito da camisinha com o ânus.

Qual o risco de contágio com aparelhos cortantes como barbeadores, brincos, alicates e piercings?
O risco de contaminação no contato do sangue com a pele e mucosa oral é menor do que a exposição percutânea (injeção), porque há maior quantidade de células-alvo suscetíveis à infecção pelo HIV na corrente sanguínea. Além disso, na pele e na mucosa oral existem barreiras imunológicas e não-imunológicas que conferem um determinado grau de proteção, uma vez que estes lugares estão em permanente contato com o meio externo e com micro-organismos.

É possível ser infectado pelo HIV mesmo se não houver ejaculação?
Apesar de o vírus da Aids estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.

O beijo, no caso de um dos parceiros ter feridas ou fissuras na boca, é uma via de contágio?
Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca. O HIV pode ser encontrado na saliva, porém as substâncias encontradas na saliva são capazes de neutralizá-lo. Práticas como beijar na boca, fumar o mesmo cigarro, tomar água no mesmo copo, não oferecem riscos.

Praticar sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?
Se comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica, dependendo da quantidade do vírus no sangue do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente).

A existência de ferimentos e machucados nos genitais aumenta o risco de contágio?
Sim. Feridas nos órgãos genitais aumentam o risco de transmissão do HIV, pois facilitam o contato do sangue com secreções, que têm risco muito alto de infecção. Geralmente essas feridas, assim como corrimentos, bolhas e verrugas, são resultado de alguma DST. O uso de preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para reduzir o risco de transmissão tanto das DST quanto do vírus da Aids.

CAMISINHA É O MELHOR "REMÉDIO"?

A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da Aids?
Estudos internacionais com 40 marcas de preservativos ampliaram o látex em 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da Aids quanto para doenças sexualmente transmissíveis.

O que fazer quando a camisinha estourar durante o sexo?
A ruptura da camisinha implica risco real de aquisição da infecção por HIV. O certo é interromper a relação, higienizar os genitais com água e sabão e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo.

O que uma soropositiva deve fazer ao se descobrir grávida?
Iniciar o pré-natal tão logo saiba da gravidez; usar terapia antirretroviral segundo as orientações de seu médico, do serviço de referência para pessoas que convivem com o HIV/Aids; realizar os exames para avaliação de sua imunidade (exame de CD4) e da quantidade de vírus (carga viral) em circulação em seu organismo; ser submetida ao tipo de parto segundo as recomendações do Ministério da Saúde; receber o inibidor de lactação e receber a fórmula infantil para sua criança.

R7